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Como reduzir o consumo de água numa obra de construção civil

A busca por redução de danos à natureza gera a procura por soluções mais sustentáveis em diferentes áreas. Parte dessa preocupação está relacionada ao consumo consciente de água, que poderia ser otimizado com a aplicação do conceito de redução da pegada hídrica.

Esse termo leva em consideração não apenas o volume de água consumida a partir de diversas fontes – como a água superficial ou subterrânea, chamada de água azul; ou a água armazenada de chuvas, chamada de água verde, – mas também toda a água poluída durante o processo produtivo.

A construção civil é um dos grandes agentes poluidores e consumidores dos recursos naturais. Por isso, atualmente, é quase inviável projetar sem pensar nos métodos utilizados e nas pessoas que são afetadas. Desde a fase do projeto, não devemos levar em consideração apenas as escolhas dos materiais [que menos impactem o meio ambiente em sua extração, processamento e transporte].

É essencial também trabalharmos com opções que utilizem menos água em seu processo de instalação. Os arquitetos e engenheiros são agentes ativos e responsáveis por essas mudanças comportamentais.

Como alternativas para reduzir o consumo de água, podemos observar as práticas adotadas por culturas antigas. É válido pensar em um projeto que priorize a energia solar, uma boa ventilação e o uso de infraestruturas de reaproveitamento de água e coletas de chuva. Essas opções trazem vantagens ambientais e também econômicas. Além disso, usar sistemas de tratamento de esgoto doméstico para substituir os sistemas convencionais pode resultar em menores danos nos sistemas de saneamento e nos lençóis freáticos.

Outra solução interessante se apoia na biofiltragem, que trata da autolimpeza realizada pelos próprios recursos naturais. Todo e qualquer projeto que busque a economia de água, afinal a escassez de água já é uma realidade e tende a se acentuar em futuro próximo.

Vamos aos números alarmantes:

  • 3 em cada 10 pessoas não têm acesso a serviços de água segura;
  • 6 em cada 10 não dispõem de instalações sanitárias;
  • Em 2050, estima-se que quase metade da humanidade não poderá ter acesso nem mesmo a 50 litros de água por dia.

Os dados acima alertam para a necessidade de metodologias, materiais e ciclos produtivos que economizem mais água e também minimizem os impactos destrutivos das atividades econômicas.

Vantagem ecológica para a água no bloco cerâmico

O bloco cerâmico utiliza 65% menos água do que blocos de concreto e 89% menos insumo hídrico do que as paredes de concreto. Os materiais cerâmicos convivem sem mágoas com o ambiente, em relação à preservação das águas subterrâneas e na condição de resíduos, inclusive.

Isto ocorre porque os blocos e tijolos baianos são inertes. Certamente, isto não implica em abolir o cimento, que ainda é usado como ingrediente da argamassa. Na ótica da economia dos materiais, o Tijolo Baiano ganha do tijolo de concreto. Contudo, todo material tem um papel e uma função básica que pode ser alterada. Além disso estamos fluindo na direção do conceito de construção limpa, que tem que ser eficiente e integral,

Fonte: O Globo / Revista Vogue